A Fazenda: Será hoje a primeira expulsão?

agosto 9, 2011

No Brasil, apesar de tantos bundas e peitos de fora no Carnaval (e até fora dele), somos conservadores em termos de reality shows. Se mundo a fora é comum ver sexo explícito, pancadaria e jogos bem sujos, em terras tupiniquins o povo gosta mesmo é de romance, um bom coitadinho para cuidar e, claro, carinhas bonitas. Sendo assim, o ‘A Fazenda 4′ conseguiu fazer a mistura mais interessante de todos as edições: tem gente bonita, tem gente coitadinha e tem gente barraqueira.


Ontem, porém, a Record mostrou que, infelizmente, ainda não entendeu direito como se brinca esse jogo. Durante a tarde, a boxeadora Duda Yankovich deu um safanão em Thiago Gagliasso, irmão menos famoso do ator Bruno Gagliasso. Foi em uma brincadeira inocente, na piscina, durante uma partida esportiva. A informação repercutiu na internet e você, leitor, com certeza já sabe de todo o bafafá desde a tarde de segunda-feira.


Eis que, no programa de ontem, a emissora optou por deixar um “suspense” no ar, informando apenas se a moça será punida com a expulsão, regra clara de ‘A Fazenda’ em casa de agressão, ou não. Isso, claro, revoltou a quem entende do programa, gosta de reality shows e/ou faz crítica de TV, como o jornalista Maurício Stycer, que comentou nas redes sociais. Rosana Hermann postou um vídeo claríssimo, com alguns questionamentos do Twitter também.

Quem diria que um dia eu fosse achar que o maior problema de ‘A Fazenda’ NÃO é o Britto Jr.?


O Astro: 60 anos das telenovelas no Brasil

agosto 4, 2011

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Seria injusto apenas apontar o dedo para os defeito de ‘O Astro’, a “novela” das 23h da TV Globo, que foi produzida em comemoração ao aniversário das telenovelas no país. Sessentona, a novela brasileira ainda tem seus encantos, mas é inevitável compararmos as produções de 10, 20, 30 anos atrás com o que temos sido obrigados a consumir nos últimos tempos – assunto que abordarei por aqui na próxima semana.

Remake adaptado da novela original exibida no final dos anos 70, da maravilhosa e insuperável Janete Clair, a ‘O Astro’ tem la seus acertos sim. A caracterização dos personagens é algo a se destacar, por exemplo. Também gosto da trilha sonora e de algumas atuações. O problema é que quem assistiu à trama original tem sentido o baque das mudanças no roteiro, como o envolvimento de Lili (Alinne Moraes) e Salomão Hayalla (Daniel Filho). E quem não teve a sorte de ver, mas gosta de uma boa novela, sente que a produção parece ter ficado no meio do caminho ao encurtar a história. O ritmo dos primeiros quatro capítulos foi alucinante e, não, isso não foi um elogio.

Além disso, alguns personagens foram tão alterados que algo parece ter se perdido, como é o caso de Márcio (Thiago Fragoso), interpretado por Tony Ramos na primeira versão, que agora lembra mais um neo-hippie que merece mesmo internação. No contexto em que se apresenta, em vez de ter ódio de Salomão, aparentemente um tirano rico e dono de uma cadeia de supermercados, o público acaba concordando com o fato de que o pobre executivo tem que se revoltar contra a parasita e adúltera mulher (Regina Duarte, em atuação deprimente). E que ainda precisa aturar um filho “revoltadinho”, irmãos incompetentes – sendo um deles totalmente mau caráter.

De qualquer modo, eu acredito em ‘O Astro’. O apelo sexual me incomoda um pouco porque acho desnecessário, mas é uma arma da emissora para brigar com As Fazendas da vida. E às 23h, tudo pode. Acredito na novela por conta do casal Herculano (Rodrigo Lombardi) e Amanda (Carolina Ferraz), que tem tudo para ter um final feliz desta vez. No capítulo de terça-feira (2/8), Salomão começa a mostrar as garras e logo vai morrer – vários personagens já o estão ameaçando. Então, a coisa promete esquentar na próxima semana.

Vale a pena assistir Humberto Martins mostrando tudo o que sabe como o nojento Neco; ou ver Marco Ricco dominando a cena com o inescrupuloso Samir. Tirando Regina Duarte, até as atuações mais fraquinhas, como as de Henri Castelli e Fernanda Rodrigues, não comprometem o contexto. E quem venha mais um quem matou…?


CQC: descendo ladeira abaixo

agosto 2, 2011

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Programa que estreou com grande alarde, e muito apoio da crítica especializada e também dos telespectadores (principalmente nas redes sociais), o CQC vive uma fase complicada. Envolvida em polêmicas semana sim, semana não, a atração parece ter perdido a mão entre o politicamente incorreto e a babação de ovo com os poderosos, como Ronaldo Fenômeno – sempre poupado das brincadeiras mais pesadas.

Não é preciso ser muito inteligente para saber que piadas recheadas de palavrões, duplo sentido e escatologia fazem parte de um tipo de humor que faz rir, mas sem a menor profundidade. Onde estão as tiradas sarcásticas, meio ácidas, mas que atingiam em cheio às questões que estavam na boca do povo?

É verdade que o CQC não termina quando acaba e é comum que um fato ocorrido no programa seja assunto a semana toda. Um sonho para qualquer atração semanal, certo? Seria se isso não envolvesse críticas sociais, processos por injúria e difamação e questionamentos sobre o talento de humoristas/atores/repórteres que meses (ou anos) antes eram reconhecidos como novidades positivas nas telinha.

Dar voz a uma figura como o Bolsonaro, editar de forma duvidosa uma entrevista tipo barril de pólvora do Kajuru e, hoje, dar lugar para um Datena, profissional que sacaneou publicamente uma emissora concorrente (com direito a um “Chupa, Record” ao vivo, de Rafinha Bastos)… Não é de se estranhar que o distinto Marcelo Tas ainda vá ao Twitter agradecer a presença do último no programa. Se antes os eventos abriam as portas para o programa, agora os repórteres precisam brigar por credenciais e fazem tremer assessores de imprensa. Resta saber quem vai sobrar quando o CQC atingir o final da ladeira.


Dança dos Famosos 2011: Homens x Mulheres?

agosto 1, 2011

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Em sua oitava temporada, a Dança dos Famosos ainda é um sucesso. Quadro do ‘Domingão do Faustão’, inspirado em um tipo de reality show cada vez mais comum em diversas versões, a atração chega a 2011 com algum fôlego, apesar de já demonstrar sinais de cansaço desde a última edição. Se em 2010 a grande “briga” era entre Fernanda Souza, que sagrou-se campeã pelo carisma, e a nada simpática Sheron Menezes, este ano o racha ficou entre o clube do bolinha e o da luluzinha.

Iniciada no dia 15 de maio, já foram eliminados da temporada 2011 a cantora Roberta Miranda, MV Bill, a modelo Renata Kuerten e as atrizes Ellen Roche e Milena Toscano. Em nenhum dos casos pode-se dizer que houve injustiça – até ontem. No último domingo, quatro concorrentes disputaram uma semifinal, em que um deveria ser eliminado: os atores Miguel Roncato, Guilherme Winter e Nelson Freitas, e a atriz Roberta Rodrigues.

O primeiro tem um molejo que pode ser notado desde a primeira apresentação e atingiu o segundo lugar do dia. Roberta, que ficou em primeiro lugar nesta etapa, parece ter vindo com sede de vingança pela amiga Milena, eliminada no domingo passado – dançou bem, mas empolgou mais pela gara do que pela técnica. A injustiça ficou pela eliminação de Guilherme Winter, que de fato ficou devendo sem sincronismo com a professora, mas deu um show de esforço com bananeiras, cambalhotas e rodopios típicos da dança de rua, estilo representado na eliminatória. Em seu lugar, permaneceu Nelson Freitas, engraçado e carismático, mas que já devia ter sido eliminado na etapa anterior.


No Twitter, muitas pessoas questionaram, e com razão: será que na ‘Dança dos Famosos’, quem tem mais carisma, ou amigos entre os jurados, tem vantagem? Bom, até a última semana, os homens estavam entre os favoritos, entre eles Miguel Roncato, Odilon Wagner, Raphael Viana e o agora eliminado Guilherme. Mas duas mulheres ainda estão na disputa: além de Roberta, Monica Martelli foi a melhor da primeira eliminatória.

Se contarmos as edições passadas, os homens estão em franca desvantagem: foram seis vitórias femininas (Karina Bacchi, Juliana Didone, Christiane Torloni, Paola Oliveira e Fernanda Souza) contra apenas duas masculinas (Robson Caetano e Rodrigo Hilbert). A pergunta que fica no ar é: será que o ‘Dança dos Famosos’ sobrevive a 2012?


Eliana: licença-maternidade de Xuxa fazendo escola

julho 31, 2011

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Raul Gil, Ratinho, Lívia Andrade, Helen Ganzarolli, Patricia Abravanel… esses são alguns dos “artistas” que substituirão a apresentadora Eliana a frente de seu prograa homônimo no SBT. Isso porque a loira, que tem uma carreira de 23 anos segundo a própria, se afastou neste domingo para dar à luz ao seu primeiro filho – com João Marcelo Bôscoli.

Não, o programa ‘Eliana’ não vale um post – assemelha-se a tantos outros programas de auditório com quadros de curiosidades, comportamento, disputa entre casais e aventuras com animais selvagens. Uma fórmula batida, portanto. O que vale esse post é a estratégia de valer-se de convidados para segurar uma atração durante a licença-maternidade de sua apresentadora. Por que não deixar programas gravados previamente, já que o ‘Eliana’ só vai ao ar uma vez por semana, aos domingos?

Xuxa foi pioneira nessa história, tendo em Ivete Sangalo sua “substituta” que melhor se valeu da história – tanto que a baiana acabou aparecendo em diversos outros programas e ganhou até um para chamar de seu, o Estação Globo. Mas outros cantores também apresentaram o ‘Planeta Xuxa’, como Daniel e Zezé di Camargo & Luciano, entre outros.

Treze anos depois é a vez de Eliana, que parece ter ficado bastante incomodada com essa rotatividade a frente de seu programa. Hoje, na despedida, parecia muito feliz pela chegada de seu filho, mas pouco à vontade em passar o bastão, afirmando que “ficará em casa assistindo e se divertindo muito”. Ahã.

A última apresentadora a entrar de licença-maternidade antes de Eliana foi Luciana Ximenez, que viu a cantora Gilmelândia apresentar o ‘Superpop’ em seu lugar. E não faltaram boatos em torno dessa situação, questionamentos inclusive se a morena voltaria ou não à Rede TV!, já que seu marido se desligou da emissora no período.

Vejamos o que o patrão Silvio Santos, afeito a mudanças abruptas na grade do SBT, reservará para a loira…


Novela: Cordel Encantado mostra a que veio

abril 25, 2011

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(Imagem do site da revista Contigo!)

Uma história com vocação para encantar o telespector. Assim é ‘Cordel Encantado’, novela da faixa das 18h, da Rede Globo, que aposta no trio boas atuações, direção acertada e produção caprichada. As imagens impressionam com seu jeitão de cinema (mais informações na coluna da Kogut) e somam-se a um texto diferente do que normalmente vemos na TV, principalmente em um horário ingrato no qual muitas pessoas ainda não retornaram do trabalho.

Há galãs e moçoilas bonitas para agradar aos adolescentes (Jayme Matarazzo, Cauã Reymond, Nathalia Dill, Bianca Bin, Bruno Gagliasso), muitos lançados em Malhação. Tem romance, uma dose de drama (Carmos Della Vechia vem dando conta do recado) e comédia, fórmula básica em (quase) todo bom folhetim que se preze. Apesar do desdém de algumas pessoas, a trama tem conseguido índices de audiência animadores – depois da decepcionante ‘Araguaia’ – e pode surpreender se conseguir manter o fôlego inicial.

Gostei muito das chamadas mesmo antes de a novela estrear e achei a abertura uma das mais fofas dos últimos anos (lembram da tosca abertura de ‘Escrito nas Estrelas’?). Apesar de ainda estar trabalhando na hora em que a história vai ao ar, tenho acompanhado pela internet (essa linda!) e aos sábados, quando possível. É bom ‘Morde e Assopra’ se cuidar mesmo…


Macho Man: Por que o programa é quase bom?

abril 18, 2011

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Gosto das tramas de Alexandre Machado e Fernanda Young. Sempre gostei também dessa coisa meio exagerada que o Jorge Fernando tem e acho a Maria Orth uma ótima atriz para comédia. Então, por que será que ainda não consegui gostar de Macho Man? O programa, que estreou há duas semanas, nas noites de sexta-feira, com direção do talentoso José Alvarenga Jr. (que não obstante dirigiu ‘Os Normais’).

A história é original e tem tudo para ser muito divertida: o ex-gay Nelson precisa aprender a viver em uma sociedade acostumada à sua homossexualidade (do emprego como cabelereiro ao figurino descolado), contando com sua amiga Valéria, uma ex-gorda que emagreceu mais de 20 quilos. Tratar de preconceito e esteriótipos em uma série cômica? Claro que vai dar certo! Vai? Não sei…

O primeiro episódio foi por demais explicadinho, desenhadinho, com algumas boas sacadas, mas sem nada de excepcional. O segundo, exibido na última sexta (15) já mostra a dupla tendo que lidar com o julgamento das outras pessoas em meio a situações cotidianas. Alguns dos clichês incomodam, mas são fundamentais também, pelo menos neste início de história. Minha impressão é que existe algo ainda fora do tom, fora de ritmo, um descompasso que pode ser corrigido, caso o argumento tenha fôlego. Talento não falta, isso é certo.


GNT: Nova programação (e Chegadas e Partidas)

abril 13, 2011

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Adoro o canal GNT e tenho gostado cada vez mais das opções que o canal oferece aos telespectadores. Com um caráter essencialmente feminino, e assumindo, a nova programação lançada no final de março tem sido de boas surpresas e alguns equívoco, o que mostra que houve uma aposta real em novidades.

Ao sair da zona de conforto e experimentar, o GNT conseguiu uma grade diversificada que atende ao seu público sem deixar de agradar a quem opta por determinados nichos da programação. A culinária continua presente, assim como os espaços para falar de beleza, saúde e maternidade, mas gostei da aposta em um conteúdo mais informativo. Os programas foram separados por assuntos e cada dia da semana ganhou um ‘tema’:

Segunda-feira: Estilo
Base Aliada – 20h45 (Julia Petit): ainda precisa encontrar o tom e se menos superficial
Vamos Combinar – 21h30 (Mariana Weickert): extensão do GNT Fashion
Superbonita – 22h (Luana Piovani): o primeiro programa foi ao ar no dia 11

Terça-feira: Estar Bem
Descontroladas – 20h45 (espécie de reality show): ainda não consegui assistir
Mãe & Cia – 21h30 (Diana Both): mesmo sem ainda ser mãe, achei fofo e informativo
Perdas e Ganhos – 22h (Cynthia Howlett): reality sobre emagrecimento bem bacaninha
Duas Histéricas – 23h (Fernanda Young): tosco. Crítica da Kogut já diz tudo.

Quarta-feira: Comportamento
Conversas de Salão – 20h45: não faz meu gênero de programa, meio caótico
Chegadas e Partidas – 22h (Astrid): o destaque positivo da programação. Recomendo a crítica do Maurício Stycer.

Quinta-feira: Casa e Cozinha
Decora – 20h45 (Bel Lobo): eu gostava da Cristina Brasil…
Nos Trinques – 21h (Gusto Requena: ainda não assisti
Que Marravilha (22h) e Diário do Olivier (23h): sem novidades na área gourmet

Sexta-feira: Livre
Pirei (Betty Lago): estreia dia 15 de abril (23h)

Domingo: Atualidades
No Astral! – 23h (Claudia Lisboa): Astrologia aplicada na TV, o programa agrada a um nicho bem específico


Reality Shows: Entrevista com Ale Rocha

abril 6, 2011

Sou fã do Ale Rocha. Além de jornalista competente, escritor e crítico de televisão, criou o maior blog brasileiro independente sobre TV – o Poltrona - que está temporariamente fora do ar. Mas, claro, não fica parado nunca. É usuário ativo do Twitter, escreve semanalmente uma coluna sobre TV e fã de reality shows, participando ativamente da última edição de A Fazenda, pela Record, e do BBB11, pelo Yahoo!. E foi sobre esse assunto apaixonante em comum, e muito mais, que falamos na entrevista abaixo:

1) O BBB11 teve um dos finais mais surpreendentes da história do programa, do qual não se tinha certeza de quem seria o ganhador. Acredita que isso aconteceu por conta do elenco escolhido ou por uma mudança no posicionamento da direção, que influencia o público com a forma de mostrar cada participante?

Sempre há quem aponta a edição favorável a este ou àquele participante. Acompanhei o PPV e o programa da Globo. Em alguns momentos, a edição era favorável a um dos confinados. Contudo, não creio que, como um todo, algum participante tenha sido beneficiado ou prejudicado – especialmente os três finalistas. Daniel, Maria e Wesley fizeram por merecer.

2) Quais são os prós e os contras da vitória de Maria para as próximas edições do programa? Este resultado representa uma possibilidade de renovação para o BBB?

Finalmente acaba o tabu sobre a mulher bonita e gostosa. Maria vingou Priscila, Fani, Nathalia e tantas outras que brilharam, mas acabaram eliminadas, pois o público acreditava que elas mereciam a capa de uma revista masculina, não o prêmio. Não vejo nenhum contra na vitória de Maria, como não vejo em nenhum dos outros vencedores. Ainda mais atualmente. A cultura do “assunto mais importante de todos os tempos dos últimos 15 minutos” matou a repercussão pós-BBB. Maria não durou dois dias sequer na Globo. Quando esteve no Faustão, menos de uma semana após conquistar o prêmio, era um assunto datadíssimo, por incrível que pareça. O BBB tem impacto apenas sua exibição.

3) Esta edição foi jogada muito com o apoio da internet e teve como marca a diminuição na quantidade de votos por conta da mudança do sistema de votação – algo que não ficou bem explicado. Você acredita que esta tendência se manterá nos próximos anos?

É uma tendência. Claro que ela pode não se confirmar. De repente vem a 12ª edição com um elenco muito afiado e a audiência na TV aberta volta a crescer, o que resultará em um maior número de votos, em mais mobilização na internet etc. Porém, pela tendência, podemos esperar uma queda na audiência na TV aberta, mas maior interesse via TV paga (seja Multishow ou PPV) e pela internet (com muitos vídeos oferecidos gratuitamente pelo site oficial do programa). A audiência do BBB está em queda na TV aberta, mas registrou alta na TV paga e no PPV (seja pela TV, seja pela internet).

4) Como jornalista, blogueiro e comentarista de TV, você já deve ter recebido críticas de todos os jeitos? Sobre quais assuntos são hoje as mais positivas e quais as mais negativas?

Sim, levo pancada. Não tem um assunto que seja mais ou menos polêmico. O público se divide em torcidas cegas durante o programa. Se eu criticava Maurício, era elogiado pela torcida de Diana e repudiado pelos fãs do cantor. Se no dia seguinte falava mal de Diana, ia do Olimpo ao inferno. Não ligo muito para isso, nem vou dizer que assisto ao programa com isenção. Tenho minha formação, meu histórico. Como qualquer pessoa, não sou imune a julgar, nem a ser julgado moralmente. Porém, não torço. É um imperativo ético. Quando chegou na final, desejava o prêmio para Daniel ou Maria por mérito. Eles protagonizaram o BBB11. Dar o prêmio pro Wesley? Lamento, mas o coqueiro, que no final era palmeira, foi mais expressivo.

5) Mais do que relatar algo que os espectadores/internautas não viram, você dava sua opinião em sua coluna no Yahoo!, informando e também criticando participantes, comportamentos e decisões da direção do programa. De que forma você acha que contribui para a formação deste público?

Minhas críticas, muitas vezes, são guiadas pela análise do discurso. Levo para meus textos o que me incomoda não só na TV, mas fora dela. Não gosto de discurso destoante da prática, algo infelizmente comum. Todos estamos sujeitos a isso. No BBB, observar essa incoerência é um prato cheio. Não tem um confinado que deixe de meter os pés pelas mãos. Durante o programa, acho bacana destacar isso.

6) A nova edição de Ídolos acabou de começar, com uma nova formação de jurados – algo que também aconteceu no Americam Idol. Você acredita na fórmula do programa como atração? Por que os vencedores acabam não conseguindo um lugar ao sol?

Nunca fui fã do American Idol. Não é uma crítica ao programa, muito bem feito e eficaz ao que se propõe. Questão de gosto mesmo. Mesmo assim, acompanhei as duas edições do Ídolos no SBT e a primeira exibição pela Record. O programa tem avançado e a mudança nos jurados pode ser bem interessante. Rick Bonadio fez um ótimo trabalho no único reality show musical que entregou um sucesso ao público – a primeira edição do Popstars, exibido pelo SBT e pelo Disney Channel, que resultou no Rouge. Luiza Possi é jovem e carismática. É uma incógnita, mas pode render – apesar que não tinha qualquer restrição com Paula Lima. Rodrigo Faro foi um tremendo avanço diante de Beto Marden e Lígia Mendes e lembra um bocado o estilo de Ryan Seacrest, do American Idol. Ainda tenho forte restrição contra Marco Camargo. Nenhum crítica ao seu trabalho como produtor. Apenas creio que não funciona na TV. Se a Record conseguisse pescar o Miranda do SBT, apostaria com mais entusiasmo nesta nova edição do programa.

7) Ainda este ano está prevista mais uma edição de A Fazenda. Qual seu balanço das três temporadas do reality até agora (excentuando-se a performance do Britto Jr, claro)? Acha que se fosse jogado por ânonimos, como o BBB, o programa alcançaria o mesmo sucesso?

A quarta edição de A Fazenda deve estrear em julho, na verdade. Do ponto de vista técnico, o reality avançou. Porém, o público deixa a desejar ao votar. Nem vejo como uma questão de mudar a fórmula, colocando anônimos no programa. Na última edição, todos os confinados interessantes foram retirados na primeira semana. Na época, especulei julgamento moral sobre alguns participantes. Hoje, acredito que os “famosos” mais conhecidos acabam prejudicados, pois o público acredita que eles não precisam do prêmio. Bobagem. O público tem que parar de encarar reality show como Criança Esperança ou Teleton. Tem que observar quem merece. Quem sabe a vitória de Maria deixe este “legado”.

8 ) Percebi que algumas regras e condutas de A Fazenda acabaram influenciando as últimas edições do BBB. Você sentiu essa influência? De qual forma?

Creio que um está de olho no outro e vice-versa. Não só pelas edições nacionais, mas também no que já foi experimentado no exterior e já funcionou. Não vejo nada demais, sinceramente. Regras, provas, punições são interessantes, mas nada disso substitui uma boa escolha do elenco. Reality show é elenco, ainda mais os de confinamento.

9) Um outro reality que vem fazendo sucesso é o Troca de Família, que segue uma linha no estilo Esquadrão da Moda, no qual o foco é mais comportamental e menos de confinamento, com acompanhamento 24 horas por dia. Essas fórmulas, que exigem menos investimento, também tendem a se manter na TV?

Hoje tem reality show pra tudo e vai continuar assim. São mais baratos de serem produzidos do que uma novela, por exemplo. A TV norte-americana, quando enfrentou uma greve de roteiristas em 1988, deu origem a isso. Nesta época, as emissoras descobriram que era possível abrir mão da ficção e produzir programas baratos e atraentes para a audiência e anunciantes. Bastavam algumas câmeras, alguns anônimos dispostos a exibir sua intimidade e muita inserção publicitária.  O primeiro sucesso foi Cops (1989), atração que acompanhava operações policiais, e que hoje inspira programas como P24 (Band). Em 1992, surgiu o programa que é considerado o marco zero dos reality shows contemporâneos. Produzido pela MTV norte-americana, The Real World (Na Rea”, no Brasil) reuniu sob um mesmo teto um grupo de adultos recém-saídos da adolescência. As câmeras acompanhavam o dia-a-dia de decepções amorosas, dificuldades acadêmicas e profissionais, despertar da sexualidade, flerte com o vício em álcool e drogas e até a luta pela sobrevivência – passaram pela atração participantes que acabaram vencidos pela Aids, fibrose cística, bulimia e anorexia.

10) Quais outros realitys você gosta na TV, além dos que já citamos? (confesso que sou apaixonada pelo O Aprendiz – ou era, com o Justus) Há algum programa no qual você aposte que vai bombar (pode estar no ar ou ser uma atração ainda por estrear).

É tanta coisa que vou esquecer alguns, com certeza. Além do BBB, de A Fazenda, de Troca de Família e de Esquadrão da Moda, gosto muito de O Aprendiz, The Amazing Race e American Chopper.


BBB11: E o Brasil mariou! :)

março 30, 2011

Maria nunca foi minha preferida. Tive vários outros jogadores em mente quando pensava na final do programa: Cristiano, Natalia, Diana, Talula… Daniel também não me conquistou de cara, já que no início ele era mais uma cobrinha fofoqueiro do que um lépido e fagueiro amigo de coqueiro. Wesley, apesar de médico formado, me dava angústia com sua falta de boca (literalmente) e será lembrado por ser quase um príncipe de tão educado.

Maria me deu vergonha algumas vezes, em outra fiquei sem entender se ela era burrinha ou apenas sonsa. Hoje acredito que ela tem uma dose de ingenuidade e outra tanta de esperteza daquele tipo que come pelas beiradas. De coajuvante dos planos de Talula e submissa amante do Maumau, Maria tornou-se a amiga que todo mundo queria ter e a mulher que muitas mulheres já foram – só que não em rede nacional. No fim das contas, ela beijou o sapo, mas acabou o programa juntinho do príncipe.

Nesta final, torci por Maria sim. E não foi porque todas as enquetes apontavam a moça como campeã. Torci porque Wesley não fez por merecer, apenas foi coajuvante de muitos paredões. Torci porque Daniel, no fundo, jogou sozinho e seu único mérito foi ter conseguido tirar Maumau e Rodrigão com seu anti-jogo. Torci porque, entre os três, Maria foi quem mais vivenciou o programa: fez amigos, inimigos (a Vesga odeia a paulista), amores, desamores… e mariou. Mariou muito. E ainda vingou Priscila BBB9 e Fani BBB7, duas mulheres bonitas, gostosas e inteligentes que quase chegaram lá. Valeu, Maria! E que venha o BBB12, afinal a seleção começa em abril, que é logo ali.


BBB11: E agora, quem merece o prêmio?

março 28, 2011


Daniel deu graça ao programa, ao mesmo tempo que ficou bêbado, teve uma relação com um coqueiro, xingou, chorou, gritou, invejou e falou maledicências. Seu perfil de gay feliz foi desmoronando nas duas últimas semanas. Não gosto quando ele usa sua causa filantrópica como motivo para ganhar. Se ele levar, será marcante porque, com 40 anos e uma faculdade recém-terminada, ele terá chance de multiplicar o dinheiro.

Maria… é Maria. Seria a primeira mulher a ganhar sem ser a coitadinha. A mãe é médica, a irmã é profissional bem sucedida, o pai falecido lhe deixou bens. E daí? BBB não é eleição de quem merece mais, não é jogo de caridade. É jogo de afinidade, carisma e convivência. Discordo de quem diz que ela não é inteligente pois, se não fosse, não teria conseguido mudar de rumo e chegado à final. Maria foi muitos e foi protagonista desde as primeiras semanas, seja como fiel escudeira de Talula, seja correndo atrás de Maumau ou embriagando-se com Daniel até ficar com Wesley.

Wesley é o esteriótipo dos últimos vencedores, excetuando-se o fato de que não parece tão estrategista. Pouco articulado ao vivo, com uma profissão definida, de família modesta e unida, pode ser o sonho loiro e encantado de muitas moçoilas. Seu único mérito, caso ganhe (está indo bem nas enquetes até o momento), é o fato de ter voltado de seis paredões – também algo comum em vários vencedores de BBB.

Façam suas apostas!


BBB11: Paredão final Diana x Maria x Wesley

março 27, 2011

E uma das edições mais controversas do Big Brother Brasil está chegando ao fim. Com um começo eletrizante na internet, antes mesmo de estrear, o BBB11 rendeu menos do que se esperava nas primeiras semanas e só começou a engrenar quando a produção se meteu e criou uma casa de vidro para lá de polêmica. É inegável o esforço da direção  em tornar a edição mais emocionante, com a inserção do sabotador (que não deu certo), dos quartos do terror e dourado (pífios) e com o acampamento (também não foi assertivo).

Com um elenco que deixou a desejar, a chegada de Adriana e Wesley no meio do caminho e a volta de Maumau, da casa de vidro, fez com que o jogo de configurasse para o que temos hoje no paredão final: três personagens carismáticos e uma que divide opiniões e deve sair – Diana. Participantes nos quais se apostava muito, como Cristiano, Natalia e Jaqueline, acabaram se perdendo pelo caminho, o que deixou o meio do programa morno e um tanto sem graça. Não só eu deixei de postar por aqui como outros blogueiros decidiram comentar apenas no Twitter ou Facebook, ou diminuiram a quantidade de textos.

O BBB11 ficará marcado como uma edição na qual a truculência não teve vez. Diogo será lembrado como um exemplo do que um homem não deve fazer com uma mulher, assim como Maurício e Rodrigão também perderam muitos pontos, e o milhão de reais, por conta deste comportamento. Ao mesmo tempo, o público parece premiar a originalidade, mesmo que esta chegue às últimas consequências. Daniel começou a se soltar na (já) lendária festa Fusion e ganhou muitos seguidores. Maria, de submissa burrinha tornou-se a protagonista da edição, mostrando-se verdadeira no fundo do poço e também por cima da carne seca, mesmo tendo ficado com dois caras na casa. Wesley conseguiu passar por cinco paredões por conseguir ter um equilíbrio emocional muito maior do que outras pessoas na casa – além de ser a personificação do príncipe encantado (loiro, educado, bonito, gentil e paciente).

Não dá para dizer com 100% de certeza que Diana sairá, mas se isso acontecer não há porquê a moça ficar chateada. Uma das mais autênticas da casa, a carioca falou o que quis, ouviu o que não quis, reclamou bastante, gostou, desgostou, beijou na boca e deu a cara a tapa. Infelizmente, diante de seus concorrentes nesta semana final, acaba ficando em desvantagem porque lhe falta carisma, um ingrediente essencial.


BBB11: No final, o jogo volta a se movimentar

março 14, 2011

Desde o último post, muita coisa aconteceu. Acho que perdi um pouco do tesão pelo programa, que tem uma das piores seleções das onzes edições. Depois da saída de Natalia, que deixou Diana com a feição triste da foto abaixo, lá se foram Adriana, Diogo, Jaqueline, Talula… e hoje, finalmente, Maurício. O “reciclador” que voltou para o jogo reciclado pela casa de vidro, não mostrou a que veio. Fez um jogo de esconde-esconde, armou-se com o discurso politicamente correto irritantemente fake e atraiu para si a atenção e a lealdade de quem achava que ele era forte. Já foi tarde.

A saída de Talula, que jogou de forma auto-defensiva, foi uma mostra de que o público ainda não está preparado para jogadoras, mesmo que ela não tenha sido 100% sincera nem dado a cara para bater. Na real, seu medo de sair era maior que sua gana por ficar. Dificil de entender, com certeza, mas faz parte do reality show mais famoso do Brasil. Dentro do contexto “quero ganhar pelo meu filho”, ela foi contraditória, falou por trás, mudou de ideia mas ao mesmo tentou manter a lógica, mesmo que isso mudasse a cada semana. Merecia ter ficado mais.

Agora temos Daniel líder, Maurício eliminado e Wesley novamente no paredão, seu terceiro em uma semana como ele mesmo lembrou. Junto ao loiro, Rodrigão e Jaqueline, que viraram parceiros devido à falta de pares melhores. Para o bem o jogo, torço para a saída da passista, que só tem feito caquinhas nas últimas semanas.

Nesta reta final, Maria cresce, Daniel se fortalece e Wesley desponta como finalista. Diana, apesar de ousada e singular, como disse Bial de forma eloquente, é controversa aqui fora, com uma torcida forte e também uma rejeição considerável. Mesmo tendo caído em três paredões, em nenhum deles parecia ser um alvo. Pode disputar com Wesley o terceiro lugar. Já Rodrigão, bem, pelas enquetes sua popularidade caiu (graças). Talvez suas dancinhas ao som de “Robocop Gay” e otras cositas más tenham feito as adolescentes que curtem o bonitão deixarem de votar pela permanência do mister. Paula só escorrega e se não for líder, pode sair no próximo paredão. Façam suas apostas.


BBB11: O jogo está na mão dos belos?

fevereiro 15, 2011

“O jardim do Big Brother perde um bocado de seu viço e vigor. Sai, Natália”. No paredão mais disputado da edição, a analista criminal foi eliminada com 54% dos votos em uma disputa com a bonitinha, mas insossa, Adriana.

Assim como no paredão entre Cristiano e Rodrigão, fica a pergunta: por que o público prefere deixar o mais belo e tirar a cabeça pensante? Cris e Naty realmente se perderam no caminho, mas é inegável que eles dominaram a edição nas duas primeiras semanas do jogo, quando as afinidades afloraram e as lideranças começam a se formar. Por que apostar no príncipe que virou sapo e na miss loirinha que traiu o namorado em rede nacional? Por que não dar uma segunda chance a quem demonstrou ter potencial de jogo e de vida?

Enquanto Diana e Janaína estão inconsoláveis, a miss Campos de Goytacazes gritou no meio da sala, sem nem esperar a saída da mineira Natalia. O então distante Rodrigão resolveu beijar e abraçar a bela após sua permanência, em uma reaproximação totalmente suspeita. E agora, Bial? Será que os homens que tanto já expuseram as mulheres nesta edição sairão fortalecidos? Ou o jogo pode encontrar um novo caminho, menos sexista e mais focado nas alianças necessárias e no prêmio eminente?

A edição, uma das mais fracas, teve mais uma dose de detonação em cima do Maurício, uma pitada de humor em cima do insuportável Diogo e um monte de malícia em cima do trio masculino mais esquisito da história do BBB. Ou seja, em um paredão feminino, o foco foram os homens. Tem que ver isso aí…


BBB11: Lucival dá adeus e Natalia volta ao paredão com Adriana

fevereiro 14, 2011

“Não tenho medo de nada: você está eliminado, Lucival”. Com 48% dos votos, o jornalista baiano saiu do programa deixando Diana (41%) e Natalia (11%) tocarem seu romance (ainda) sem beijos, mas com carinho explícito. Daniel foi o que mais sentiu a saída do amigo, que fazia a dupla DaLu funcionar tão bem. Tomara que o pernambucano consiga crescer no jogo, já que conseguiu reverter a imagem inicial da primeira semana, quando parecia mais uma tia velha rabugenta. Hoje, mais solto e bem-resolvido, tem grandes chances de levar o prêmio – em minha opinião, claro.

Em uma prova que misturou sorte e afinidades, com os participantes quebrando porquinhos à marteladas até que ficasse apenas o porquinho com o nome do líder, Talula se deu bem novamente e indicou Adriana para o paredão. A miss foi agressiva ao quebrar o porquinho de Maria durante a prova, mas tenho certeza que ela indicaria a loira mesmo assim. Em uma mostra de toda a falta de noção de jogo, Diogo, Rodrigão e Maurício indicaram Natalia para o paredão, sendo que a analista criminal mal tinha acabado de voltar. Maria e Wesley foram na onda, mostrando que beleza realmente não põe mesa e que amor próprio anda em falta no mercadinho do BBB11. Vergonha alheia.

Em meio a tantos romances fracassados, Diana e Natalia podem render seja como parceiras ou ficantes. Daniel pode crescer se continuar se soltando e mantiver suas posições firmes, como é o caso de seu voto certeiro em Diogo. Maria e Jaqueline estão perdidinhas, resta a Talula tentar resgatá-las, principalmente agora é líder. Paula, depois de ser xingada e humilhada por Diogo, votou no baiano no paredão anterior, mas neste acabou amarelando e votou no Rodrigão. Se Adriana sair, Wesley entra de vez na mira, já que teve três votos neste domingo (Jaqueline, Diana e Natalia).

Ainda não tenho uma torcida firme, já mudei de opinião diversas vezes, mas alguns participantes já estão totalmente fora da minha lista de possíveis vencedores. Apesar da audiência parecer fascinada por Rodrigão, eu jamais daria o prêmio para ele, Diogo ou Maurício. Maria e Adriana, em suas submissões ultrajantes, também não acho que mereçam 1 milhão e meio de reais. Janaína e Jaqueline inexistem neste momento do jogo, então nada de inclui-las nesta contagem. Sobram Daniel, Diana, Natalia, Paula, Talula e Wesley. As alianças que serão feitas e desfeitas nos próximos dias, bem como o resultado do paredão de terça, podem ajudar a desenhar o jogo, que já está na metade.


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