Superbonita transforma: Estreia correta e ausências sentidas


Apenas o fato de ser mulher, mesmo não sendo o extremo da vaidade, me credencia a conseguir avaliar o novo formato do Superbonita, programa da GNT que faz dez anos em 2010, que agora ganhou o adendo “Transforma”. Muito antes da estreia, li comentários que esta mudança iria popularizar os assuntos discutidos e aproximar de outros programas que já existem. No entanto, a escolha da hollywoodiana Alice Braga para comandar a atração já demonstrava que a intenção não era bem essa.

O Superbonita Transforma estreou sexta-feira, dia 19 de março, às 22h, com a história de uma DJ com o cabelo acobreado que quer voltar a ser loira. O tema é batido e as explicações não fugiram do convencional “é preciso ir mudando de tom aos poucos porque a descoloração ressaca os fios”. De positivo, a presença de Fernando Torquato, um superprofissional que combina com o programa, já que é especialista em cabelo, maquiagem e também atua como stylist de várias produções globais. O responsável pelas dicas de tendências de make-up será o especialista Ricardo Tavares.

No geral, o programa perdeu bastante do seu ritmo. O desempenho de Alice Braga não comprometeu, pois ela foi correta e visivelmente dirigida. Talvez sua única fala espontânea tenha sido “nossa, ficou muito legal essa maquiagem rosa!”. Encurtaram a presença de famosas no programa – a atriz Regiane Alves apareceu apenas apresentando a especialista em descoloração que fez seu cabelo para a atual novela, sem nenhuma outra influência – e extinguiram duas características marcantes: a seção Vitrine que mostrava opções de produtos relacionados ao tema e os depoimentos e dicas de pessoas que passaram pela mesma situação.

A principal novidade talvez seja o fato que tutoriais sobre a “transformação” ficarão disponíveis na internet, uma tendência já adotada há tempos por blogs de moda e maquiagem. No geral, o programa ficou mais lento e perdeu um pouco da graça, com a saturação de uma única história, uma única visão de especialista e o tom monocórdico da apresentação. No entanto, diferentemente do que se pensava, não se popularizou: provavelmente se elitizou ainda mais. Como toda mudança de formato, é esperar para ver os ajustes que serão feitos até que se encontre o tom certo.

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