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Programa que estreou com grande alarde, e muito apoio da crítica especializada e também dos telespectadores (principalmente nas redes sociais), o CQC vive uma fase complicada. Envolvida em polêmicas semana sim, semana não, a atração parece ter perdido a mão entre o politicamente incorreto e a babação de ovo com os poderosos, como Ronaldo Fenômeno – sempre poupado das brincadeiras mais pesadas.
Não é preciso ser muito inteligente para saber que piadas recheadas de palavrões, duplo sentido e escatologia fazem parte de um tipo de humor que faz rir, mas sem a menor profundidade. Onde estão as tiradas sarcásticas, meio ácidas, mas que atingiam em cheio às questões que estavam na boca do povo?
É verdade que o CQC não termina quando acaba e é comum que um fato ocorrido no programa seja assunto a semana toda. Um sonho para qualquer atração semanal, certo? Seria se isso não envolvesse críticas sociais, processos por injúria e difamação e questionamentos sobre o talento de humoristas/atores/repórteres que meses (ou anos) antes eram reconhecidos como novidades positivas nas telinha.
Dar voz a uma figura como o Bolsonaro, editar de forma duvidosa uma entrevista tipo barril de pólvora do Kajuru e, hoje, dar lugar para um Datena, profissional que sacaneou publicamente uma emissora concorrente (com direito a um “Chupa, Record” ao vivo, de Rafinha Bastos)… Não é de se estranhar que o distinto Marcelo Tas ainda vá ao Twitter agradecer a presença do último no programa. Se antes os eventos abriam as portas para o programa, agora os repórteres precisam brigar por credenciais e fazem tremer assessores de imprensa. Resta saber quem vai sobrar quando o CQC atingir o final da ladeira.
e verdade mais as pessoas aceitaram as indignalçoes das piadas e mas piadas desde que nao sejam com elas
Olá Isa…
Concordo com o texto, CQC ladeira abaixo…rs
Obrigado por linkar o Blog
Abaços
Verdelone
CIA DOS BOTECOS – http://www.ciadosbotecos.com